quarta-feira, 14 de abril de 2010

Principais Datas da Literatura Brasileira

ANO

FATO

CONSEQÜÊNCIA

1500

Carta de Pero Vaz de Caminha

Primeira manifestação da literatura informativa

1549

Cartas do jesuíta Manoel da Nóbrega

Primeira manifestação da literatura dos jesuítas

1601

Bento Teixeira publica camoniana, "Prosopopéia".

Introdução do Brasil na poesia

1633

Estréia do Padre Antônio Vieira nos púlpitos da Bahia

1705

Publicação de "Música do Parnaso" de Manoel Botelho de Oliveira

Primeiro livro impresso de autor nascido no Brasil.

1768

Fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica, Minas Gerais. Publicação das "Obras", de Cláudio Manuel da Costa

Início do Arcadismo

1808

Chegada da Família Real ao Rio de Janeiro

Início do período de transição

1836

Lançamento da Revista"Niterói", em Paris. Publicação do livro "Suspiros Poéticos e Saudades", de Gonçalves de Magalhães.

Início do Romantismo

1843

Gonçalves Dias escreve, em Coimbra, a Canção do exílio

1857

José de Alencar publica o romance indianista "O Guarani"

1868

Castro Alves escreve, em São Paulo, suas principais poesias sociais, entre elas: "Estrofes do solitário", "Navio negreiro", "Vozes d'África"

1870

Tobias Barreto lidera movimento de realistas

Primeiras manifestações na Escola de Recife

1881

Publicação de "O mulato", de Aluízio de Azevedo

Primeiro romance naturalista do Brasil

1881

Publicação de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Primeiro romance realista do Brasil e início do Realismo

1893

Publicação de Missal (prosa) e Broquéis (poesia), de Cruz e Souza

Início do Simbolismo

1902

Publicação de "Os Sertões", de Euclides da Cunha

Início do Pré-Modernismo

1917

Menotti del Picchia publica "Juca Mulato"; Manuel Bandeira publica "Cinzas das horas"; Mário de Andrade publica "Há uma gota de sangue em cada poema"; Anita Malfatti faz sua primeira exposição de pinturas; Monteiro Lobato critica a pintora e os jovens que a defendem são os mesmos que, posteriormente, participariam da Semana de Arte Moderna

1922

Realização da Semana de Arte Moderna, com três espetáculos no Teatro Municipal de São Paulo em 13, 15 e 17 de fevereiro. Mário de Andrade recebe intensa vaia ao declamar poesias de seu livro "Paulicéia desvairada"

1930

Publicação de "Alguma Poesia", de Carlos Drummond de Andrade

Segunda geração do Modernismo

1945

A Geração de 45

Terceira geração do Modernismo


Principais Autores e Obras da Literatura Brasileir

QUINHENTISMO

Literatura informativa de origem ibérica

- Ambrósio Fernandes Brandão - Diálogo das grandezas do Brasil

- Gabriel Soares de Sousa (1540?-1591) - Tratado descritivo do Brasil

- Pero Lopes e Sousa - Diário de navegação

- Pero de Magalhães Gândavo - Tratado da Terra do Brasil, História da Província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil

- Frei Vicente de Salvador(1564-1639) - História da Custódia do Brasil

Literatura informativa de autores não-ibéricos

- André de Thevet - As singularidades da França Antártica

- Antonil (Giovanni Antonio Andreoni, 1650-1716) - Cultura e opulência do Brasil

- Hans Staden - Meu cativeiro entre os selvagens do Brasil

- Jean de Lery - História de uma viagem feita à terra do Brasil

Literatura dos Catequistas

- Fernão Cardim - Tratado da Terra e da gente do Brasil

- José de Anchieta (1534-1597) - Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões: De gentis Mendis de Saa; De Beata Virgine dei Matre Maria; Arte da gramática da lingua mais usada na costa do Brasil; e os autos: Auto da pregação universal; Na festa de São Lourenço; Na visitação de Santa Isabel

- Manuel da Nóbrega - Cartas do Brasil; Diálogo sobre a conversão do gentio

BARROCO

- Bento Teixeira (1561-1600) - Prosopopéia

- Gregório de Matos Guerra (1623-1696) - Poesia sacra; Poesia lírica; Poesia satírica (2 volumes); Últimas

- Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711) - Música do Parnaso

- Frei Manuel de Santa Maria Itaparica (1704-?) - Descrição da Cidade da Ilha de Itaparica; Estáquidos

- Padre Antônio Vieira (1608-1697) - Obra composta de sermões (15 volumes), cartas e profecias (as principais: Sermão pelo bom sucesso das almas de Portugal contra as de Holanda; Sermão da sexagésima; Sermão da primeira dominga da Quaresma; Sermão de Santo Antônio aos peixes; e as profecias: Histórias do futuro e Clavis prophetarum

ARCADISMO

- Alvarenga Peixoto (1748-1793) - Enéias no Lácio e obra poética esparsa

- Basílio da Gama (1740-1795) - O Uraguai

- Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) - Obras; Vila Rica; Fábula do Ribeirão do Carmo

- Santa Rita Durão (1722-1784) - Caramuru

- Silva Alvarenga (1749-1814) - Obras poéticas; Glaura; O desertor

- Sousa Caldas (1762-1814) - Obra esparsa (poemas, traduções, cartas)

- Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810) - Marília de Dirceu; Cartas Chilenas; Tratado de Direito Natural

ROMANTISMO - (Poesia)

Primeira geração

- Gonçalves Dias - (1823-1864) - Primeiros cantos; Segundos cantos; Terceiros Cantos; Os timbiras; Sextilhas de Frei Antão (Poesia); Leonor de Mendonça; Beatriz Cenci; Patkull (teatro); Brasil e Oceania; Dicionário de lingua tupi

- Gonçalves de Magalhães - (1811-1882) - Poesias; Suspiros poéticos e saudades; A confederação dos Tamoios (poesia) Amância (novela); Antônio José ou O poeta e a inquisição; Olgiato (teatro)

- Manuel de Araújo Porto Alegre - (1806-1879) - Brasilianas; Colombo

Segunda geração -

- Álvares de Azevedo - (1831-1852) - Lira dos vinte anos; O conde Lopo (poesia); Noite na Taverna; O livro de Fra Gondicario (prosa); Macário (teato)

- Cassimiro de Abreu - (1839-1860) - As primaveras (poesia); Camões e o Jaú (teatro)

- Fagundes Varela (1841-1875) - Vozes da América; Estandarte Auriverde; Cantos do Ermo e da Cidade; Cantos religiosos; Diário de Lázaro; Anchieta ou O evangelho nas selvas

- Junqueira Freire - (1832-1855) - Inspirações do claustro

Terceira geração -

- Castro Alves (1847-1871) - Espumas flutuantes; Os escravos; A cachoeira de Paulo Afonso; Hinos do Equador (poesia); Gonzaga ou A revolução de Minas (teatro)

- Sousândrade (Joaquim de Sousa Andrade, 1833-1902) - Obras poéticas; Harpa selvagem; Guesa errante

- Tobias Barreto (1837-1889) - Dias e noites

ROMANTISMO (Prosa)

- Bernardo Guimarães - (1825-1884) - O ermitão de Muquém; Lendas e romances; O garimpeiro; O seminarista; O índio Afonso; A escrava Isaura; O pão de ouro; Rosaura, a enjeitada; Jupira (romances); Cantos da solidão (poesia)

- Franklin Távora - (1842-1888) - A trindade Maldita; Os índios do Jaguaribe; A casa de palha; Um casamento no arrabalde; O cabeleira; O matuto; Lourenço.

- Joaquim Manuel de Macedo - (1820-1882) - A moreninha; O moço loiro; Os dois amores; Rosa, Vicentina; A carteira do meu tio; A luneta mágica; As vítimas algozes, Nina; A Namoradeira; Mulheres de matilha; Um noivo e duas noivas.

- José de Alencar - (1829-1877) - Cinco minutos; A viuvinha; Sonhos D’ouro; Encarnação; Senhora; Diva; Lucila; A pata da gazela (romances urbanos); As minas de prata; A guerra dos mascates; Alfarrábios (romances históricos); O sertanejo; O gaúcho (romances regionalistas); Til; O tronco do Ipê (romances rurais); Iracema; O guarani; Ubirajara (romances indianistas); A noite de São João, O crédito; Demônio familiar; Verso e reverso; As asas de um anjo; Mãe; O jesuíta (teatro)

- Manuel Antônio de Almeida - (1831-1861) - Memórias de um sargento de milícias

- Visconde de Taunay (Alfredo D’Escragnolle Taunay - 1843-1899) - Inocência; A retirada da Laguna; Lágrimas do coração; Histórias brasileiras

- Teixeira de Souza (1812-1861) - Os filhos do pescador; Tardes de um pintor

ROMANTISMO (Teatro)

- Martins Pena (1815-1848) - O juiz de paz na roça; O cinto acusador; A família e a festa da roça; Os dois ou O inglês maquinista; Judas em Sábado de Aleluia; O diletante; O noviço; As casadas solteiras; O cigano; Os ciúmes de um pedestre; O usuário; A barriga do meu tio; As desgraças de uma criança

- Paulo Eiró (1836-1871) - Sangue limpo

REALISMO

- Artur Azevedo (1855-1908) - Amor por anexins; A pelo do lobo; O dote; A princesa dos cajueiros; O liberato; A mascote na roça; O tribofe; Revelação de um segredo; A fantasia; A capital Federal (teatro)

- Machado de Assis - (1839-1908) - Primeira fase: Ressurreição; A mão e a luva; Helena; Iaiá Garcia (romances); Contos fluminenses; Histórias da meia-noite (contos); Crisálidas; Falenas; Americanas (poesia); Segunda fase: Memórias póstumas de Brás Cubas; Dom Casmurro; Esaú e Jacó (romances); Várias histórias; Páginas recolhidas; Relíquias de Casa Velha (contos); Ocidentais (poesia); Hoje avental, amanhã luva; Desencantos; O caminho da porta; Quase ministro; os deuses de casaca; Uma ode de Anacreonte; Tu, só tu, puro amor; Não consultes médico (teatro). Póstumas: Contos recolhidos; Contos esparsos; Histórias sem data; Contos avulsos; Contos esquecidos; Contos e Crônicas; Crônicas de Lélio; Outras relíquias; Novas relíquias; A semana; Crítica teatral; Crítica literária

Raul Pompéia - (1863-1895) - O Ateneu; Uma tragédia no Amazonas; Agonia; As jóias da Coroa (romances); microscópicos (contos); Canções sem metro (poesia)

NATURALISMO

- Adolfo Caminha - (1867-1897) - A normalista; O bom crioulo; Tentação (romances); Judith; Lágrimas de um crente (contos); Cartas literárias (crítica)

- Aluisio Azevedo - (1857-1913) - Uma lágrima de mulher; O mulato; Mistérios da Tijuca; Casa de pensão, O cortiço; A mortalha de Alzira; Memórias de um condenado; Filomena Borges; O homem; O coruja; O livro de uma sogra (romances); Demônios (contos); O bom negro (crônicas).

- Domingos Olímpio (1850-1906) - Luzia-homem

- Inglês de Sousa - (1853-1918) - O cacaulista; Histórias de um pescador; O coronel sangrado; O missionário (romances); Cenas da vida Amazônica (contos)

- Júlio Ribeiro - (1845-1890) - A carne; Padre Belchior de Pontes

- Manuel de Oliveira Paiva - (1861-1892) - Dona Guidinha do Poço; A afilhada

PARNASIANISMO

- Alberto de Oliveira (1857-1937) - Canções românticas; Meridionais; Sonetos e poemas; Poesias escolhidas; Versos e rimas

- Francisca Júlia - (1874-1920) - Mármores; Esfinges

- Olavo Bilac (1865-1918) - Panóplias; Sarças de fogo; Via láctea; poesias infantis; Alma inquieta; Tarde (poesia); Crônicas e novelas (prosa); e tratados de literatura

- Raimundo Correia (1859-1911) - Primeiros sonhos; Sinfonias; Versos e versões; Aleluia; Poesias

- Vicente de Carvalho - (1866-1924) - Relicário; Rosa, rosa de amor

SIMBOLISMO

- Alphonsus de Guimarães - (1870-1921) - Septenário das dores de Nossa Senhora; Dona mística; Kyriale; Pauvre lyre; Pastoral aos crentes do amor e da morte; Escada de Jacó; Pulves; Câmara ardente; Salmos da noite

- Cruz e Sousa - (1863-1898) - - Broquéis; Missal; Faróis; Evocação; Últimos sonetos

PRÉ-MODERNISMO

- Augusto dos Anjos (1884-1914) - Eu (poesia)

- Coelho Neto (1864-1934) - A capital federal; O rajá de pendjab; O morto; O paraíso; Tormenta, Esfinge (romances); Rapsódias; Baladilhas; Álbum de Calibã; Vida Mundana; Contos da Vida e da Morte (contos)

- Euclides da Cunha - (1866-1909) - Os sertões; Contrastes e confrontos; Peru versus bolívia; À margem da história; Canudos - diário de uma expedição (ensaios históricos)

- Graça Aranha - (1868-1931) - Canaã; A viagem maravilhosa (romances); Malazarte (teatro); A estrela da vida; Espírito moderno; Futurismo (ensaios)

- Lima Barreto - (1881-1922) - Recordações do escrivão Isaías Caminha; Triste fim de Policarpo Quaresma; Numa e a Ninfa; Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá; Bagatelas; Os Bruzundangas; Clara dos Anjos (romances); Coisas do Reino de Jambom (sátira); Feiras de Mafuás; Vida urbana; Marginália (artigos e crônicas); Diário Íntimo; Cemitério dos vivos (memórias); Impressões de leitura (crítica)

- Monteiro Lobato (1882-1948) - Urupês; Cidades mortas; Negrinha; O macaco que se fez homem; O presidente negro; Idéias de Jeca Tatu (prosa); Reinações de Narizinho; O paço do Visconde; As caçadas de Pedrinho (literatura infantil)

- Raul de Leoni - (1895-1926) - Luz mediterrânea (poesia)

MODERNISMO - Primeira Fase

- Antônio de Alcântara Machado - (1901-1935) - Pathé Baby; Brás, Bexiga e Barra Funda; Laranja da China; Mana Maria; Cavaquinho e Saxofone (prosa)

- Cassiano Ricardo - (1895-1974) - Dentro da Noite; A frauta de Pã; Martim-Cererê; Deixa estar, Jacaré; O sangue das horas; Jeremias sem-Chorar (poesia)

- Guilherme de Almeida - (1890-1969) - Nós; Messidor; Livro de horas de Sóror Dolorosa; A frauta que eu perdi; A flor que foi um homem; Raça (poesia)

- Juó Bananère (Alexandre Ribeiro Marcondes Machado - 1892-1933) - La divina increnca (poesia)

- Manuel Bandeira (1886-1968) - Cinza das horas; Carnaval; O ritmo dissoluto; Libertinagem; Lira dos cinquent'anos; Estrela da manhã; Mafuá do malungo; Opus 10; Estrela da tarde; Estrela da vida inteira (poesia); Crônicas da província do Brasil; Itinerário de Passárgada; Frauta de papel (prosa)

- Mário de Andrade - (1893-1945) - Há uma gota de sangue em cada poema; Paulicéia desvairada; Losango cáqui; Clã do jabuti; Remate de males; Lira paulistana (poesia); Macunaíma (rapsódia); Amar, verbo intransitivo (romance); Belazarte; Contos novos (contos); A escrava que não é Isaura; Música, doce música; Namoros com a medicina; O empalhador de passarinho; Aspectos da literatura brasileira; O baile das quatro artes (ensaios); Os filhos da Candinha (crônicas)

- Menotti Del Picchia (1892-1988) - Juca Mulato; Moisés; Chuva de pedras (poesia); O homem e a morte; Salomé; A tormenta (romances)

- Oswald de Andrade - (1890-1954) - Pau-Brasil; Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade; Cântico dos Cânticos para flauta e violão (poesia); Serafim Ponte Grande; Os condenados; A estrela de absinto; A escada vermelha; Memórias sentimentais de João Miramar; Marco zero (2 volumes) (romances); O homem e o cavalo; A morta; O rei da vela (teatro); Um homem sem profissão 1: sob as ordens de mamãe (memórias)

- Plínio Salgado (1901-1975) - O estrangeiro; O cavaleiro de Itararé (romances)

- Raul Bopp - (1898-1984) - Cobra Norato; Urucungo (poesia)

- Ronald de Carvalho - (1893-1935) - Toda a América; Epigramas irônicos e sentimentais; Luz gloriosa e sonetos (poesia)

MODERNISMO (Segunda fase - Poesia)

- Augusto Frederico Schmidt - (1906-1965) - Navio perdido; Pássaro cego; Desaparição da amada; Canto da noite; Estrela solitária

- Carlos Drummond de Andrade - (1902-1987) - Alguma poesia; Brejo das Almas; Sentimento do mundo; A rosa do povo; Claro enigma; Viola de bolso; Fazendeiro do ar; Viola de bolso novamente encordoada; Lição de coisas; Versiprosa; Boitempo; Reunião; As impurezas do branco; Menino antigo; O marginal Clorindo Gato; Corpo (poesia); Confissões de Minas; O gerente; Contos de aprendiz (prosa)

- Cecília Meireles - (1901-1964) - Espectros; Nunca mais; Metal rosicler; Viagem; Vaga música; Mar absoluto; Retrato natural; Romanceiro da Inconfidência; Solombra; Ou isto ou aquilo (poesia); Giroflê, giroflá; Escolha seu sonho (prosa)

- Jorge de Lima - (1895-1953) - XIV alexandrinos; O mundo do menino impossível; Tempo e eternidade (com Murilo Mendes); Quatro poemas negros; A túnica inconsútil; Livro de sonetos; Anunciação; Encontro de Mira-Celi; Invenção de Orfeu (poesia); Salomão e as mulheres; Calunga; Guerra dentro do beco (prosa).

- Murilo Mendes (1901-1975) - História do Brasil; A poesia em pânico; O visionário; As metamorfoses; Mundo enigma; Poesia liberdade; Contemplação de ouro preto (poesia); O discípulo dos Emaús; A idade do serrote; Poliedro (prosa)

- Vinícius de Morais - (1913-1980) - O caminho para a distância; Forma e exegese; Ariana, a mulher; Cinco elegias; Para viver um grande amor (poesia); Orfeu da Conceição (teatro)

MODERNISMO (Segunda fase - Prosa)

- Cornélio Pena (1896-1958) - Fronteira; Repouso; A menina morta

- Cyro dos Anjos (1906) - O amanuense Belmiro; Abdias; A montanha

- Érico Veríssimo (1905-1975) - Clarissa; Música ao longe; Um lugar ao sol; Olhai os lírios do campo; O resto é silêncio; Noite; O tempo e o vento (O continente, O retrato e O Arquipélago); O senhor embaixador; Incidente em Antares

- Graciliano Ramos (1892-1953) - Angústia; Caetés; São Bernardo; Vidas secas; Infância; Insônia; Memórias do Cárcere; Viagem

- Jorge Amado (1912) - O país do carnaval; Cacau; suor; Capitães de Areia; Jubiabá; Seara vermelha; Terras do sem-fim; São Jorge dos ilhéus; O cavaleiro da esperança; Gabriela, cravo e canela; Os pastores da noite; Dona Flor e seus dois maridos; Tenda dos milagres; Tieta do agreste, Tereza Batista cansada de guerra; Tocaia grande; O sumiço da santa

- José Américo de Almeida - (1887-1980) - A bagaceira; O boqueirão; Coiteiros

- José Lins do Rego - (1901-1957) - Menino de Engenho; Doidinho; Bangüê; O moleque Ricardo; Usina; Pedra Bonita; Fogo morto; Riacho doce; Pureza; Água mãe; Euridice

- Lúcio Cardoso - (1913-1968) - Maleita; Mãos vazias; O desconhecido; Crônica da casa assassinada; O viajante

- Marques Rebelo - (1907-1973) - Oscarina; Marafa; A estrela sobe; O espelho partido

- Otávio de Faria - (1908-1980) - Tragédia burguesa

- Patrícia Galvão (1910-1962) - Parque industrial; A famosa revista (em parceria com Geraldo Ferraz)

- Rachel de Queiroz (1910) - O Quinze; João Miguel; Caminho de Pedras; As três Marias (romances); Lampião; A beata Maria do Egito (teatro)

PÓS-MODERNISMO

- Ariano Suassuna - (1927) Auto da compadecida; A pena e a lei; O santo e a porca (teatro)

- Clarice Lispector (1925-1977) - Perto do coração Selvagem; O lustre; A maçã no escuro; Laços de família; A legião estrangeira; A paixão segundo G. H.; Água viva; A via crucis do corpo; A hora da estrela; Um sopro de vida

- Ferreira Gullar (1930) - A luta corporal; João Boa-Morte; Dentro da noite veloz; Cabra marcado para morrer; Poema sujo (poesia)

- Geir Campos (1924) - Rosa dos rumos; Canto claro; Operário do canto (poesia)

- Guimarães Rosa - (1908-1967) - Sagarana; Corpo de Baile; Grande Sertão: veredas; Primeiras estórias; Tutaméia; Terceiras estórias; Estas estórias

- João Cabral de Melo Neto (1920) - Pedra do sono; O engenheiro; Psicologia da composição; Fábula de Anfion e Antiode; O cão sem plumas; O rio; Morte e vida severina; Uma faca só lâmina; Quaderna; A educação pela pedra; Auto do frade; Agrestes; Crime de la Calle relator

- Jorge Andrade (1922-1984) - A moratória; Vereda da salvação; A escada; Os ossos do barão; Senhora da boca do lixo; Rasto atrás; Milagre na cela (teatro)

- Lêdo Ivo - (1924) - O caminho sem aventura; A morte do Brasil; Ninho de cobra; As alianças; O sobrinho do general; A noite misteriosa (poesia); Use a passagem subterrânea (conto)

- Mauro Mota - (1912-1984) - Canto ao meio; Elegias (poesia)

- Nelson Rodrigues - (1912-1980) - Vestido de noiva; Perdoa-me por me traíres; Álbum de família; Os sete gatinhos; Viúva porém honesta; Bonitinha mas ordinária; A falecida; Boca de ouro; Beijo no asfalto; Toda nudez será castigada; A serpente (teatro); O casamento (romance)

- Péricles Eugênio da Silva Ramos - (1919) - Sol sem tempo; Lamentação floral (poesia)

PRODUÇÕES CONTEMPORÂNEAS

- Adélia Prado (1936) - Bagagem; O coração disparado; Terra de Santa Cruz (poesia); Cacos para um vitral; Os componentes da banda (prosa)

- Antônio Callado - (1917) - A madona de cedro; Quarup; Reflexos do baile (prosa)

- Augusto Boal - (1931) - Revolução na América do Sul (teatro); Jane Spitfire (prosa)

- Augusto de Campos (1931) - O rei menos o reino; Caleidoscópio; Poemóbiles; Poetamenos; Poesia completa; Ovonovelo; Linguaviagem; Antologia \noigrandes (poesia)

- Autran Dourado (1926) - A barca dos shomens; Ópera dos mortos; O risco do bordado; Os sinos da agonia; Armas e corações

- Bernardo Élis - O tronco; Veranico de janeiro (prosa)

- Caio Fernando de Abreu - (1948) - Morangos mofados; Triângulo das águas (prosa)

- Carlos Heitor Cony - (1926) - O ventre; Tijolo de segurança; Antes, o verão (prosa)

- Chico Buarque de Holanda - (1944) - Fazenda Modelo (prosa); Calabar (teatro, em parceria com Ruy Guerra); Gota D’água (teatro, em parceria com Paulo Pontes); Ópera do malandro (teatro)

- Dalton Trevisan - (1925) - O vampiro de Curitiba; Desastres do amor; Guerra conjugal; A trombeta do anjo vingador; Lincha tarado; Cemitério de elefantes (contos)

- Décio Pignatari (1927) - O carrossel; Rumo a Nausicaa; Poesia pois é poesia; O rosto da memória

- Dias Gomes - (1922) - O pagador de promessas; O rei de Ramos; O santo inquérito; Vargas (teatro); Odorico, o bem amado (prosa)

- Domingos Pellegrini Jr. (1949) - Os meninos; Paixões; As sete pragas; Os meninos crescem (contos)

- Eduardo Alves da Costa - (1936) - Poesia viva; Salamargo (poesia); Fátima e o velho; Chongas (prosa)

- Edla Van Steen - Antes do amanhecer; Cio; Memórias do medo; Corações mordidos (prosa)

- Esdras do Nascimento (1934) - Solidão em família; Tiro na memória; Engenharia do casamento; Paixão bem temperada; Variante Gotemburgo; Os jogos da madrugada (prosa)

- Fernando Sabino (1923) - O encontro marcado; O grande mentecapto; O homem nu; Deixa o Alfredo falar!; O gato sou eu (prosa)

- Geraldo Ferraz (1906-1979) - Doramundo; KM 63 (prosa)

- Gianfrancesco Guarnieri (1934) - Eles não usam black-tie; Gimba; Arena conta Zumbi e Arena conta Tiradentes (em parceria com Augusto Boal); Marta Saré; Um grito parado no ar; Ponto de partida (teatro)

- Haroldo de Campos (1929) - Auto do possesso; O âmago do ômega; Servidão de passagem; Xadrez de estrelas; Poemas em noites grandes; Galáxias (poesia)

- Hilda Hilst (1930) - Balada de Alzira; Ode fragmentária; Sete cantos do poeta para o anjo; Cantares de pedra e predileção (poesia)

- Ignácio de Loyola Brandão (1937) - Depois do sol; Bebel que a cidade comeu; Pega eles, silêncio; Zero; Cães danados; Cadeiras proibidas; Dentes ao sol; Não verás país nenhum; É gol; Cabeças de 2ª feira; O verde violentou o muro; O beijo não vem da boca (prosa)

- João Ubaldo Ribeiro (1941) - Sargento Getúlio; Vila Real; Viva o povo brasileiro (prosa)

- José Cândido de Carvalho - (1914) - O coronel e o lobisomem (romance)

- José Lino Grünewald (1931) - Um e dois (poesia)

- José J. Veiga (1915) - A hora dos ruminantes; Os cavalinhos de platiplanto; Sombras de reis barbudos (prosa)

- José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) - Rosinha, minha canoa; Barro blanco; As confissões de Frei Abóbora; O meu pé de laranja-lima; Rua descalça (prosa)

- José Paulo Paes (1916) - Poemas reunidos; Anatomia da musa (poesia)

- Josué Montello (1917) - Janelas fechadas; A luz da estrela morta; A décima noite; Os tambores de São Luiz (prosa)

- Lourenço Diaféria - (1933) - Um gato na terra do tamborim; A morte sem colete (prosa)

- Luiz Fernando Veríssimo (1936) - Amor brasileiro; Pega pra Capitu; A mesa voadora; Humor de 7 cabeças; Ed Mort; Sexo na cabeça; O analista de Bagé; O gigolô das palavras; A velhinha de Taubaté; O popular; A mãe de Freud; A mulher do Silva (prosa)

- Luiz Villela - (1943) - Tremor de terra; Tarde da noite (contos)

- Lia Luft (1938) - As parceiras; A asa esquerda do anjo; Reunião de família; O quarto fechado (prosa); O lado fatal (poesia)

- Lygia Fagundes Telles - (1923) - Ciranda de pedra; Verão no aquário; O jardim selvagem; As meninas; Seminário dos ratos; A disciplina do amor (prosa)

- Márcio Souza - (1946) - Galvez, imperador do Acre; Mad Maria; A resistível ascensão de Boto Tucuxi; A condolência (prosa)

- Marina Colassanti (1937) - Eu sozinha; E por falar de amor; A nova mulher; Mulher daqui pra frente; Zooilógico; A morada do ser; Contos de amor rasgados; Uma idéia toda azul (prosa)

- Mário Chamie - (1933) - Lavra-lavra; Indústria; Now tomorrow mau; Planoplenário (poesia)

- Mário Palmério (1916) - Vila dos Confins; Chapadão do Bugre (prosa)

- Mário Quintana (1906) - Rua dos cataventos; Sapato florido; O aprendiz de feiticeiro; Apontamentos de história sobrenatural; Canções; Caderno H (poesia)

- Mauro Gama (1938) - Anticorpo; Corpo verbal (poesia)

- Millôr Fernandes - (1924) - Computa, computador, computa; Trinta anos de mim mesmo; Fábulas fabulosas; Compozissõis infãtis; Que país é este? (prosa)

- Moacyr Scliar - (1916) - O pirotécnico Zacarias; O convidado (prosa)

- Nélida Piñon - (1935) - A casa da paixão; Sala de armas; A república dos sonhos (prosa)

- Oduvaldo Vianna Filho - (1936-1974) - Chapetuba futebol Clube; Corpo a corpo; Rasga coração; Papa Highirte (teatro)

- Osman Lins - (1924-1978) - Nove novena; O fiel e a pedra; Avalovara; A rainha dos cárceres da Grécia

- Paulo Leminski - (1944-1989) - Caprichos e relaxos (poesia); Catatau (prosa)

- Paulo Mendes Campos (1922) - A palavra escrita; O domingo azul do mar; O cego de Ipanema; Trinca de copas; O cronista do morro (prosa)

- Pedro Nava (1903-1984) - Baú de Ossos; Balão cativo; O círio perfeito (prosa)

- Plínio Marcos - (1935) - Dois perdidos numa noite suja; Navalha na carne. Abajur lilás (teatro)

- Renata Pallottini (1931) - A casa; A faca e a pedra; Noite afora (poesia)

- Ricardo Ramos (1929) - Tempo de espera; Os desertos; Toada para surdos; As fúrias; O sobrevivente (prosa)

- Ronaldo Azeredo (1937) - Mínimo múltiplo comum (poesia)

- Rubem Braga - (1913) - O homem rouco; Ai de ti, Copacabana! (prosa)

- Rubem Fonseca (1925) - A coleira do cão; Lúcia McCartney; Feliz ano novo; O caso Morel; O cobrador; A grande arte; Os prisioneiros; Bufo e Spallanzani (prosa)

- Samuel Rawett - (1929-1984) - Contos do imigrante; Os sete sonhos; O terreno de uma polegada quadrada (prosa)

- Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto, 1923-1968) - Tia Zulmira e eu; Primo Altamirando e elas; Rosamundo e os outros; Febeapá - Festival de Besteiras que assola o país (2 volumes); As cariocas (prosa)

- Thiago de Mello (1926) - Narciso cego; Vento geral; Faz escuro mas eu canto porque a manhã vai chegar (poesia).


E Depois do Modernismo ?

Pós-Modernismo

O Brasil, após a Segunda Guerra Mundial, inicia um novo período de sua história, esse é marcado pelo desenvolvimento econômico, pela democratização política e pelo surgimento de novas tendências artísticas e culturais.

A geração de 45 marca essa mudança, com o objetivo de dar um novo aspecto aos meios de expressão a partir de uma pesquisa sobre a linguagem.

O traço formalizante caracteriza essa geração de poetas, várias obras foram publicadas nessa época, na prosa os gêneros conto e romance tiveram destaque. O regionalismo recuperou seu espaço, a sondagem psicológica foi desenvolvida, o espaço urbano foi, também, objeto de enfoque.

Os escritores dessa geração que mais se destacaram foram: Rubem Braga, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Guimarães Rosa, Mário Palmério e outros.

Escolas Literárias Brasileiras - parte 3

O Pré-Modernismo

O que se convencionou chamar de pré-Modernismo no Brasil não constitui uma escola literária. Pré-Modernismo é, na verdade, um termo genérico que designa toda uma vasta produção literária, que caractertiza os primeiros vinte anos do século passado. Nele é que se encontram as mais variadas tendências e estilos literários - desde os poetas parnasianos e simbolistas, que continuavam a produzir, até os escritores que começavam a desenvolver um novo regionalismo, alguns preocupados com uma literatura política, e outros com propostas realmente inovadoras. É grande a lista dos autores que pertenceram ao pré-Modernismo, mas, indiscutivelmente, merecem destaque: Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos.

Assim, pode-se dizer que essa escola começou em 1902, com a publicação de dois livros: "Os sertões", de Euclides da Cunha, e "Canaã", de Graça Aranha, e se estende até o ano de 1922, com a realização da Semana de Arte Moderna.

Apesar de o pré-Modernismo não constituir uma escola literária, apresentando individualidades muito fortes, com estilos às vezes antagônicos - como é o caso, por exemplo, de Euclides da Cunha e Lima Barreto - percebe-se alguns pontos comuns entre as principais obras pré-modernistas: a) eram obras inovadoras, que apresentavam ruptura com o passado, com o academicismo; b) primavam pela denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário, herdado do Romantismo e do Parnasianismo. O grande tema do pré-Modernismo é o Brasil não-oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios; c) acentuavam o regionalismo, com o qual os autores acabam montando um vasto painel brasileiro: o Norte e o Nordeste nas obras de Euclides da Cunha, o Vale do Rio Paraíba e o interior paulista nos textos de Monteiro Lobato, o Espírito Santo, retratado por Graça Aranha, ou o subúrbio carioca, temática quase que invariável na obra de Lima Barreto; d)difundiram os tipos humanos marginalizados, que tiveram ampliado o seu perfil, até então desconhecido, ou desprezado, quando conhecido - o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, o mulato; e) traçaram uma ligação entre os fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, aproximando a ficção da realidade.

Esses escritores acabaram produzindo uma redescoberta do Brasil, mais próxima da realidade, e pavimentaram o caminho para o período literário seguinte, o Modernismo, iniciado em 1922, que acentuou de vez a ruptura com o que até então se conhecia como literatura brasileira.

O Modernismo - (primeira fase)

O período de 1922 a 1930 é o mais radical do movimento modernista, justamente em conseqüência da necessidade de definições e do rompimento de todas as estruturas do passado. Daí o caráter anárquico desta primeira fase modernista e seu forte sentido destruidor.

Ao mesmo tempo em que se procura o moderno, o original e o polêmico, o nacionalismo se manifesta em suas múltiplas facetas: uma volta às origens, à pesquisa das fontes quinhentistas, à procura de uma língua brasileira (a língua falada pelo povo nas ruas), às paródias, numa tentativa de repensar a história e a literatura brasileiras, e à valorização do índio verdadeiramente brasileiro. É o tempo dos manifestos nacionalistas do "Pau-Brasil" (o Manifesto do Pau-Brasil, escrito por Oswald de Andrade em 1924, propõe uma literatura extremamente vinculada à realidade brasileira) e da "Antropofagia" dentro da linha comandada por Oswald de Andrade. Mas havia também os manifestos do Verde-Amarelismo e o do Grupo da Anta, que trazem a semente do nacionalismo fascista comandado por Plínio Salgado.

No final da década de 20, a postura nacionalista apresenta duas vertentes distintas: de um lado, um nacionalismo crítico, consciente, de denúncia da realidade brasileira e identificado politicamente com as esquerdas; de outro, o nacionalismo ufanista, utópico, exagerado, identificado com as correntes políticas de extrema direita.

Entre os principais nomes dessa primeira fase do Modernismo, que continuariam a produzir nas décadas seguintes, destacam-se Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Antônio de Alcântara Machado, além de Menotti del Picchia, Cassiano Ricardo, Guilherme de Almeida e Plínio Salgado.

O Modernismo - (segunda fase)

O período de 1930 a 1945 registrou a estréia de alguns dos nomes mais significativos do romance brasileiro. Refletindo o mesmo momento histórico(02) e apresentando as mesmas preocupações dos poetas da década de 30 (Murilo Mendes, Jorge de Lima, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes), a segunda fase do Modernismo apresenta autores como José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e Érico Veríssimo, que produzem uma literatura de caráter mais construtivo, de maturidade, aproveitando as conquistas da geração de 1922 e sua prosa inovadora.

Efeitos da crise - Na década de 30, o país passava por grandes transformações, fortemente marcadas pela revolução de 30 e pelo questionamento das oligarquias tradicionais. Não havia como não sentir os efeitos da crise econômica mundial, os choques ideológicos que levavam a posições mais definidas e engajadas. Tudo isso, formou um campo propício ao desenvolvimento de um romance caracterizado pela denúncia social, verdadeiro documento da realidade brasileira, atingindo um elevado grau de tensão nas relações do indivíduo com o mundo.

Nessa busca do homem brasileiro "espalhado nos mais distantes recantos de nossa terra", no dizer de José Lins do Rego, o regionalismo ganha uma importância até então não alcançada na literatura brasileira, levando ao extremo as relações do personagem com o meio natural e social. Destaque especial merecem os escritores nordestinos que vivenciam a passagem de um Nordeste medieval para uma nova realidade capitalista e imperialista. E nesse aspecto, o baiano Jorge Amado é um dos melhores representantes do romance brasileiro, quando retrata o drama da economia cacaueira, desde a conquista e uso da terra até a passagem de seus produtos para as mãos dos exportadores. Mas também não se pode esquecer de José Lins do Rego, com as suas regiões de cana, os banguês e os engenhos sendo devorados pelas modernas usinas.

O primeiro romance representativo do regionalismo nordestino, que teve seu ponto de partida no Manifesto Regionalista de 1926 (este manifesto, elaborado pelo Centro Regionalista do Nordeste, procura desenvolver o sentimento de unidade do Nordeste dentro dos novos valores modernistas. Propõe trabalhar em prol dos interesses da região nos seus aspectos diversos - sociais, econômicos e Culturais) foi "A bagaceira", de José Américo de Almeida, publicado em 1928. Verdadeiro marco na história literária do Brasil, sua importância deve-se mais à temática (a seca, os retirantes, o engenho), e ao caráter social do romance, do que aos valores estéticos.